Secretaria Municipal da Educação adere ao Programa Escola do Adolescente

Projeto busca combater reprovação, abandono escolar e distorção idade/ano

A Secretaria Municipal da Educação (Smed) iniciou o ano com uma novidade para qualificar ainda mais a aprendizagem nas escolas do Município: a adesão ao Programa Escola do Adolescente. O projeto, desenvolvido pelo Ministério da Educação e lançado em novembro de 2018, é focado para escolas que possuem área 2 (6º a 9º ano). Um de seus maiores desafios é combater os casos de reprovação e abandono e a distorção idade/ano, que ocorre quando a idade do estudante não equivale ao ano escolar. Em 2019, participarão as escolas Paulo Freire e Professora Ilda Barazzetti.

A iniciativa tem o objetivo de melhorar os indicadores de aprendizagem, sendo um deles o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na etapa dos anos finais (6º a 9º ano) da rede municipal, cerca de 24,5% dos estudantes estão em situação de distorção idade/ano. A proposta principal é transformar a escola em um ambiente em que os adolescentes possam ser ouvidos, tornando-se um local mais atrativo.

Criado por meio de um sistema de educação à distância (EAD), o projeto funciona em três etapas: Diagnóstico, Plano de Ação e Monitoramento & Avaliação. Na primeira, os gestores e professores realizarão o levantamento de informações dos problemas e pontos de melhorias de cada escola. Na plataforma, estarão disponíveis ferramentas que ajudam a instituição de ensino a entender a realidade de seus alunos. Os recursos também criarão um mapa aprofundado com todos os desafios que a escola deverá focar.

A segunda etapa é a criação de um planejamento de ações para a superação dos desafios identificados na primeira parte. O programa oferecerá ferramentas de gestão, cursos de formação e materiais de apoio para que a escola alcance seus objetivos. Os cursos oferecidos são de gestão pedagógica, focados na elaboração do diagnóstico, planejamento, monitoramento e em como utilizar as ferramentas; temática da adolescência, direcionado para compreensão total do universo adolescente; e um sobre correspondentes curriculares, focado nas didáticas específicas dos componentes e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na última etapa, os gestores e professores farão o acompanhamento da evolução do plano de ações, concluindo cada desafio identificado no início do processo.

A expectativa

De acordo Douglas Teixeira, vice-diretor da Escola Paulo Freire, do Loteamento Mariani, no bairro Cidade Nova, todo programa que tenha objetivo de auxiliar a escola no processo de aprendizagem é muito importante, principalmente este que tratará a questão dos alunos em turmas de aceleração. “Temos a compreensão de que o público jovem selecionado para essas turmas têm características específicas. São estudantes que possuem uma defasagem idade/ano escolar significativa, que muitas vezes compromete o seu aprendizado”, explica.

A turma de aceleração da instituição contou, em 2018, com 18 alunos. Conforme Teixeira, o objetivo principal é ajudar a recuperar a defasagem e também fazer com que o estudante recupere o gosto pelo estudo. “Nossa previsão é que o projeto Escola do Adolescente possa alavancar o processo de ensino e também trazer uma base com novas formas de trabalhar os conteúdos didáticos, o que seria de extrema importância não só para os estudantes como também para os professores”, afirma.

Assessoria de Imprensa – Smed