Smed promove encontro sobre saúde mental para profissionais da educação

Tema é considerado como um dos mais desafiadores no ambiente escolar

A saúde mental é tema do curso “Sintomas psiquiátricos na sala de aula: desafios e propostas” organizado pelo setor pedagógico da Secretaria Municipal da Educação (Smed) de Caxias do Sul. A imersão, que iniciou nesta segunda-feira (05/11) e segue até a quinta-feira desta semana, tem como proposta reunir coordenadores pedagógicos, professores e técnicos da psicologia e do serviço social das redes municipal e estadual de ensino. Cerca de 250 profissionais da educação, previamente inscritos, participaram do primeiro dia do curso, que é ministrado de forma gratuita.

A diretora pedagógica da Smed, Flavia Basso Morés, afirma que a saúde mental é um dos assuntos mais presentes e desafiadores no ambiente escolar. De acordo com ela, conhecer as características comportamentais dos estudantes, famílias e grupos docentes, à luz das teorias contemporâneas em psicologia e psiquiatria, é um cuidado que se deve ter ao lidar com pessoas. “O manejo dos sintomas e comportamentos é complexo. Para isso, os profissionais que atuam nas escolas precisam, além de se instrumentalizar sobre o assunto, poder contar com uma rede de apoio, que envolva a família, o poder público e a própria equipe escolar. Precisamos cuidar uns dos outros, nos escutarmos, estarmos juntos para nos ajudarmos a existir”, completa.

Sonia Rossetti, psicóloga do Grupo de Trabalho Cuidar da Smed, acredita na importância das avaliações psicológicas para compreender o próximo. “Somos seres complexos e precisamos ser considerados nas nossas subjetividades. Isso é viabilizado por meio de avaliações que não podem ser superficiais e que devem estar focadas em compreender o funcionamento da pessoa, não em rotulá-la”, aponta.

Rosane Adami, coordenadora do turno da tarde na Escola Municipal Professora Ester Justina Troian Benvenutti, conta que a instituição atende 12 estudantes de inclusão, sendo que um deles é autista severo. “Ele está no segundo ano e não verbaliza, então tivemos um pouco de dificuldade para começar o trabalho. Hoje, conseguimos desenvolver diversas atividades”, relata. A coordenadora explica que pelo menos uma dessas atividades é conciliada com o que é trabalhado com o restante da turma, para que ele possa participar do processo de alfabetização de forma segura e confortável.

Nestes primeiros dias de curso, Rosane afirma que aprendeu a identificar melhor as limitações de cada aluno. “Acredito que essa imersão auxilie o professor no saber pedagógico. Espero, para os próximos dias, aprender novas intervenções como sugestão para os professores trabalharem em sala de aula para ajudar no progresso desses estudantes”, conclui.

O curso, ministrado pela psiquiatra Flaviana Becker Dartora e pela psicóloga Debora Fava, ocorre de manhã e à tarde no Hotel Swan Tower.

Assessoria de Imprensa – Smed

Fotos: Renata Zanatta